Ricardo Santos

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saraiva
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Ricardo Santos

Mensagem por saraiva » domingo jan 27, 2019 11:42 pm

Post para informar e discutir a carreira de Ricardo Santos

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Re: Ricardo Santos

Mensagem por saraiva » sexta mar 29, 2019 12:49 pm

Português de 36 anos vence torneio no palco do The Players ChampionshipQualquer golfista péla-se para jogar nos campos mais famosos do Mundo e Ricardo Santos, apesar de ser um dos melhores profissionais portugueses de sempre, não é excepção.

Foi, por isso, "uma experiência óptima" jogar no famoso TPC Sawgrass Stadium Course, nos Estados Unidos, o palco do The Players Championship, considerado o quinto Major do golfe mundial.

Mas Ricardo Santos não se limitou a jogar. Foi convidado a assistir ao vivo à última volta do torneio deste ano, viu o norte-irlandês Rory McIlroy triunfar e sete dias depois foi ele próprio a elevar um troféu no mesmo palco, que tantas vezes tinha visto na televisão.

"Foi bastante gratificante poder jogar no mesmo campo em que eles estiveram a competir no torneio, depois de ter podido vê-los jogar no último dia", disse o português de 36 anos à Tee Times Golf, em exclusivo para Record.

Notícia completa: https://www.record.pt/modalidades/golfe ... m-sawgrass

Autor: Hugo Ribeiro/Tee Times Golf em exclusivo para Record

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Re: Ricardo Santos

Mensagem por saraiva » sexta ago 09, 2019 2:16 pm

Como Ricardo Santos voltou a n.º1 nacional
É o melhor português no ranking mundial e está a brilhar no Challenge Tour

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Em apenas três semanas, com um 2.º lugar na República Checa, seguido de uma vitória na Suíça no passado Domingo, Ricardo Santos recuperou o posto de n.º1 do golfe nacional, por ser o melhor português no ranking mundial. Aos 36 anos, tinha começado 2019 no 717.º posto. Esta segunda-feira ascendeu ao 293.º lugar!

Desta feita Ricardo Santos não teve à sua espera no aeroporto dezenas de fãs e amigos a recebê-lo com gritos e bandeiras de Portugal como quando conquistou o seu primeiro título no Challenge Tour, no Princess By Schüco, na Suécia, em 2011.

O seu segundo título na segunda divisão do golfe europeu – ou o terceiro se se considerar que o Madeira Islands Open BPI de 2012, do European Tour, a primeira divisão, é também do Challenge Tour – não mereceu desta vez honras de destaque da Presidência da República (PR).

Há exatamente um ano, no site oficial da PR podia ler-se: «O Presidente da República felicita os atletas Fernando Pimenta, Teresa Portela, Joana Vasconcelos e Pedro Figueiredo que alcançaram relevantes feitos desportivos no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. (…) O golfista Pedro Figueiredo venceu o KPMG Open, prova do Challenge Tour que decorreu em Ways na Bélgica».

E, finalmente, o triunfo do passado Domingo no Swiss Challenge Presented by Swiss Golf valeu a Ricardo Santos uma única notícia em canal televisivo nacional de sinal aberto (RTP1), ao contrário de quando se tornou apenas no terceiro golfista português a arrebatar um título do European Tour, no tal Madeira Islands Open BPI de 2012.

No entanto, este sucesso alcançado em Lucerna, onde alguns emigrantes portugueses foram celebrar com o discreto mas simpático e sorridente algarvio, um dia antes de homenagearmos também as Comunidades Portuguesas, poderá vir a ter uma importância muito superior a todos os outros títulos importantes da bela mas tumultuosa carreira de Ricardo Santos.

É nos momentos de glória que mais valorizamos a superação dos períodos negros e há sete meses, quando Ricardo Santos falhou o acesso à Final da Escola de Qualificação do European Tour, José Correia, o presidente da PGA de Portugal, temeu que aquele que é um dos melhores golfistas portugueses de sempre pudesse encerrar prematuramente a sua carreira.

Sim, prematuramente. Aos 36 anos um profissional de golfe pode ainda ter o melhor da sua carreira pela frente. Veja-se como o Thongchai Jaidee foi fundamental, aos 49 anos, na vitória da Tailândia no GolfSixes Cascais que terminou no sábado passado no Oitavos Dunes.

Ricardo Santos, em declarações à Tee Times Golf, em exclusivo para Record, confessou nesta segunda-feira, 24 horas depois do seu triunfo helvético, que pensamentos negativos minaram-lhe a mente: «Deixar de jogar nunca me passou pela cabeça. Mas deixar de competir no Challenge Tour poderia acontecer, visto que os custos são elevados, tendo em conta os prémios monetários baixos com que jogamos».

Entre 2012 e 2015 nas quatro épocas consecutivas em que militou na primeira divisão europeia (European Tour), embolsou 1.049.694 euros em prémios oficiais, valores elevados, é certo, mas aos quais teremos depois de fazer incidir uma forte percentagem de impostos. Mesmo assim e apesar de saber que uma época no European Tour pode implicar despesas de 150 mil euros, foram anos bastante positivos.

Simplesmente, entre 2016 e 2018, relegado para o Challenge Tour, as despesas mantiveram-se elevadas e as receitas tombaram abruptamente para 115.078 euros em prémios oficiais obtidos na segunda divisão europeia.

O antigo duplo campeão nacional (2001 e 2016) recusa-se a dizer quando poderá custar-lhe a época de 2019 no Challenge Tour – «o valor depende sempre de quantos torneios jogo e de onde os jogo, não sei dar um valor exato» – mas há o risco elevado de as despesas serem superiores às receitas.

É certo que, por ser um dos mais reconhecidos profissionais de golfe portugueses, consegue alguns patrocínios (Presspeople, Titleist, Guardian Bom Sucesso e Footjoy), mas os proventos daí decorrentes nem para meia época dão.

Mesmo no Challenge Tour, só a equipa técnica de um jogador tem exigências elevadas. O seu treinador continua a ser Almerindo Sequeira. O amigo de infância David Moura mantém um papel importante na preparação física mas neste departamento conta igualmente com o apoio de Márcio Charneco, Sónia Melo e Catarina Costa no Fitness/24.

E se é verdade que neste momento não trabalha com nenhum psicólogo desportivo, ainda vai recorrendo às «técnicas fornecidas por Susana Torres e Gonçalo Castanho». Susana Torres famosa pelo trabalho com Éder, o herói do Euro-2016 de futebol, e Gonçalo Castanho que chegou a liderar este setor nas seleções nacionais da Federação Portuguesa de Golfe.

Tudo isto tem custos e, para mais, hoje dia é um homem casado com duas filhas, que não pode pensar só na sua carreira como há dez anos, apesar do enorme apoio da mulher, Rita.

Daí a importância deste triunfo no Challenge da Suíça, um torneio de 185 mil euros em prémios monetários, no qual totalizou 269 pancadas, 15 abaixo do Par do Golf Sempachersee, após voltas de 65, 68, 71 e 65, menos 1 do que o alemão Moritz Lampert (66+68+71+65) e o inglês Richard Bland (69+65+70+66).

Uma exibição testemunhada e festejada pelos outros dois portugueses que competiram mas não passaram o cut: Vítor Lopes (em 67.º, a Par do campo) e João Carlota (em 77.º com 1 acima do Par).

O prémio de 29.600 euros que recebeu superou em muito as despesas da semana, tal como aconteceu nos dois torneios anteriores em que já tinha brilhado.

Nas duas últimas semanas de maio fora 21.º classificado (-6) no Prague Golf Challenge, onde ganhou 1.965 euros, e sagrara-se vice-campeão (-14) do D+D REAL Czech Challenge, em Brno, onde arrecadou mais 22 mil euros.

Ou seja, em menos de um mês, Ricardo Santos passou de uma situação complicada em que disputara dois torneios, nos quais falhara o cut e saíra de bolsos vazios – Turkish Airlines Challenge e Challenge de España –, para um cenário completamente diferente em que surge no 2.º lugar do ranking do Challenge Tour com 53.565 euros (ou pontos) garantidos.

O desafogo financeiro passa a ser outro, a liberdade de espírito para deixar fluir as suas evoluídas capacidades técnicas poderá refletir-se em melhores desempenhos e os objetivos tornam-se, naturalmente, muito mais ambiciosos.

O primeiro objetivo de Ricardo Santos em 2019 passa por terminar a época no top-15 do ranking do Challenge Tour e, desse modo, garantir a subida ao European Tour, onde os prémios monetários são bem mais elevados. Não é uma tarefa impossível e fê-lo em 2011, quando fechou a temporada no 4.º lugar e lutou até ao último torneio pelo posto de n.º1.

Ricardo Melo Gouveia também conseguiu-o em 2015, quando se tornou no único português a sagrar-se n.º1 na classificação oficial desta segunda divisão europeia. Pedro Figueiredo, no ano passado, ocupou o 15.º e último lugar de promoção e Filipe Lima até detém o recorde de ter subido ao European Tour via Challenge Tour em quatro épocas distintas.

«Depois de tantos anos (sete) sem ganhar no Challenge Tour ou no European Tour, é uma sensação espantosa. Sentia que o meu jogo estava em boa forma esta época e pensei que, se continuasse a jogar assim, teria boas hipóteses. Mesmo em Brno, no Challenge da República Checa, joguei um golfe muito sólido, que se repetiu esta semana» afirmou no Domingo Ricardo Santos, em declarações ao press officer do Challenge Tour.

Um dia depois, em conversa com a Tee Times Golf, acrescentou que as ambições tornam-se agora maiores: «O meu objetivo é ficar o mais bem classificado possível no ranking. Como tal, ganhar o ranking está dentro dos meus objetivos».

Ou seja, aquele que ainda hoje é o único português a ter figurado no top-10 da Corrida para o Dubai do European Tour, sente que tem condições para lutar pelo posto de n.º1 do Challenge Tour e repetir o feito de Ricardo Melo Gouveia em 2015.

Tem razões para sentir-se otimista porque a sua evolução nos últimos sete meses tem sido lenta mas constante e crescente. Logo depois de bater no fundo em novembro, ao falhar o objetivo da Escola de Qualificação do European Tour, Ricardo Santos reagiu e voltou às vitórias no 1.º Palmares Classic, um torneio de 10 mil euros do Portugal Pro Golf Tour.

Este circuito é pouco mediático (embora Record cumpra com orgulho o estatuto de jornal oficial e acompanhe todas as provas), mas conta com jogadores internacionais de grande valor e é um excelente circuito satélite de preparação para mais altos voos.

Foi o primeiro sinal de que o ‘fitting’ efetuado durante o Portugal Masters estava a dar os seus frutos. Ricardo Santos andava há mais de um ano com um ‘driver’ errado para as suas características, mas os jogadores do Challenge Tour não têm direito a análises e material gratuitas como os do European Tour. Só que, em outubro, ao jogar o Portugal Masters, pode recorrer sem custos aos serviços do camião técnico da Titleist.

«A situação do ‘drive’ está muito melhor, sinto-me muito mais confiante, porque meto a bola muito mais vezes no meio do fairway e quando erro a margem de erro é muito menor», disse-nos em fevereiro.

Em março percebeu-se que algo diferente se passava com Ricardo Santos quando Record noticiou em primeira mão a sua surpreendente vitória no torneio individual do Sawgrass Classic Pro-Am, de 20 mil dólares em prémios monetários, uma semana depois do famoso The Players Championship do PGA Tour passar pelo mesmo resort da Florida.

Depois de ver ao vivo alguns dos melhores do Mundo, parecia pronto para atacar o Challenge Tour de 2019. É verdade que nos dois primeiros torneios, em abril e maio, falhou o cut na Turquia (-3) e em Espanha (+2) mas mesmo aí não se sentiu a jogar mal.

«Senti-me, aliás, bastante bem. Apenas não ‘patei’ bem. Senti que poderia ter terminado bem melhor, mas não aconteceu», disse-nos na altura.

Vieram depois os tais três bons resultados seguidos de 6 abaixo do Par, 14 abaixo do Par e 15 abaixo do Par, como nos seus melhores tempos! Desde maio de 2016 que Ricardo Santos não fazia dois torneios seguidos no Challenge Tour com 8 voltas seguidas abaixo do Par, como aconteceu agora na República Checa e na Suíça.

«O meu jogo tem vindo a melhorar. Melhor dizendo, os meus níveis de confiança têm vindo a aumentar com o passar do tempo, daí os resultados terem vindo a melhorar», afiançou. A confiança que permite-lhe emergir o jogo de fino recorte técnico que sempre teve mas que nem sempre conseguia exibir.

Atente-se ao relato do press officer do Challenge Tour sobre o último buraco de Ricardo Santos, o que lhe deu a vitória em Lucerna: «Richard Bland tinha feito um putt monstruoso no buraco 17 para deixar a liderança de Ricardo Santos presa por 1 única pancada. No buraco 18, o inglês ‘smashou’ o seu ‘drive’ para o meio do ‘fairway’. Já Santos enviou a bola para um ‘bunker’ à esquerda. Vendo em perigo o torneio quando tinha mesmo a meta à vista, Santos recompôs-se e deu uma pancada soberba do ‘bunker’ que foi parar mesmo à gola do ‘green’. O resto, como costuma dizer-se, é história».

Se contarmos apenas com torneios exclusivamente do Challenge Tour e não incluirmos nesta contagem aqueles ‘dual ranking’ que fazem parte simultaneamente do European Tour, Filipe Lima e Ricardo Melo Gouveia são os recordistas nacionais, com três vitórias cada um.

Lima foi bem-sucedido no Segura Viudas Challenge de España de 2004, no Ecco Tour Championship de 2009 e no Najeti Open de 2016. Melo Gouveia foi o melhor no EMC Challenge Open de 2014, no AEGEAN Airlines Challenge Tour by Hartl Resort e na NBO Golf Classic Grand Final. Ricardo Santos triunfou no The Princess by Schuco de 2011 e agora neste Swiss Challenge de 2019.

Com a confiança que agora exala por todos os poros, a boa forma técnica e física que apresenta e o talento que nunca lhe faltou, assegura-nos que «agora todos os próximos torneios são especiais» e não é impensável que Ricardo Santos possa, ainda esta época, somar mais dois títulos no Challenge Tour e fixar um novo recorde nacional.

E sabem o que diz o regulamento a quem ganhe três torneios do Challenge Tour numa mesma época? A subida imediata ao European Tour sem esperar pelo final da época. Foi o que fez o atual n.º1 mundial Brooks Koepka em 2013.

Hugo Ribeiro/Tee Times Golf em exclusivo para Record




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